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Coisas que podem acontecer quando você começa a terapia (e ninguém te contou)

Até pouco tempo atrás, muita gente ainda achava que terapia era "coisa de louco", ou só fazia sentido para quem estava em depressão profunda ou passando por uma crise muito grave.


Felizmente, isso tem mudado. 💜


Hoje, cada vez mais pessoas entendem que fazer terapia é um investimento em saúde mental, autoconhecimento e qualidade de vida. E ai, quando finalmente decidem começar, costumam imaginar um cenário bem específico:


"Vou chegar no consultório, contar toda a história da minha vida, ouvir alguns conselhos (spoiler: isso é função das amigas, não da psicóloga 😂), receber umas orientações práticas e, algumas sessões depois... pronto. Problema resolvido!"


Só que a terapia costuma ser muito mais interessante do que isso. Nós não nos limitamos a uma lista de problemas a serem resolvidos.


Na verdade, somos meio que parecidos com um casarão velho e enorme. Cheio de corredores longos com incontáveis portas abertas, outras trancadas e algumas entreabertas.


Alguns poucos cômodos são bem iluminados e conhecidos, muitos deles são iluminados parcialmente, podendo causar tropeços e acidentes, e inúmeros outros estão na escuridão total, exigindo uma lanterna e muito cuidado.


Alguns estão fechados por muitos anos, enquanto outros até estão abertos, mas tão bagunçados que você evita entrar.


E claro, também há várias paredes que foram construídas numa época em que isso fez sentido pra te proteger de algo, mas que, hoje, estão te impedindo de circular livremente pela própria vida.


Algo mais ou menos assim:



Como é fazer terapia? Camila Zielasko é Psicóloga em Curitiba PR e atende mulheres presencialmente no centro ou online, sob abordagem da Psicologia Analítica Junguiana de Carl Gustav Jung. Psicóloga Junguiana em Curitiba.

O trabalho da Psicoterapeuta não é dizer em qual quarto você deve entrar, onde deve dormir ou qual móvel precisa mudar de lugar, e sim caminhar ao seu lado por essa casa com uma lanterna, ajudar a iluminar o caminho, abrir portas que estavam emperradas, entender por que alguns espaços foram fechados e, quando necessário, analisar paredes que hoje já não fazem mais sentido.


A terapia vai muito além de um local para desabafar, ou ouvir coisas do tipo "pensa positivo" ou receber uma listinha de tarefas para cumprir durante a semana. E é justamente por isso que começaremos por...




1. Você vai achando que veio resolver um problema... e descobre que ele nem era o assunto principal.


É muito comum pessoas buscarem terapia com um objetivo específico, como diminuir a ansiedade, lidar com um término ou estresse no trabalho, parar de se sabotar, etc., o que faz todo sentido, já que, quando algo dói, queremos que ela só pare logo de doer.


Só que, durante as sessões, você percebe que aquilo é um fragmento de uma imagem completa, como uma entre diversas outras peças de um quebra-cabeças.


Sabe os seus relacionamentos que sempre tem os mesmos problemas ou terminam do mesmo jeito? existem mais coisas por trás disso. A necessidade de controlar tudo, a dificuldade em confiar nas pessoas, o medo de decepcionar, a culpa por descansar... nada disso surge do nada, bem como não é "resolvido" num passe de mágica (e se estiverem te prometendo isso, tome cuidado).


A gente não funciona como uma planilha do Excel onde você não chega com uma lista de problemas, recebe outra listinha de soluções e vai embora com tudo resolvido. Na verdade, somos MUITO mais complexas do que isso.




2. Você pode descobrir que alguns sintomas não querem ser calados, e sim entendidos.


Como é fazer terapia? Camila Zielasko é Psicóloga e atende mulheres em Curitiba/PR, com abordagem da Psicologia Analítica Junguiana. Ansiedade, dependencia emocional, autoestima e autoconhecimento.

Sim, eu sei que se você está ansiosa, a última coisa que quer ouvir é "vamos entender essa ansiedade".


Na verdade, a maioria de nós aprendeu que sentir ansiedade, tristeza ou um vazio significa que tem alguma coisa quebrada precisando urgentemente de uma solução rápida, que o objetivo é fazer aquilo desaparecer.


Na terapia, muitas vezes nós percorremos o caminho inverso, buscando não somente o "como fazer isso passar?" mas também o motivo de estar acontecendo e o que você pode não estar percebendo.


Na Psicologia Analítica, os sintomas podem ser vistos como mensagens do inconsciente, no sentido de chamar a atenção para algo que ficou tempo demais sendo ignorado.


Tentar remediar um sintoma sem entender de onde ele vem pode funcionar por um tempo, mas é como pintar uma parede cheia de mofo: uma solução superficial, mas que sozinha não resolve a longo prazo.




3. Você provavelmente vai desagradar algumas pessoas. (E isso nem sempre é uma notícia ruim).


Não é raro ouvir alguém brincando que o namorado, a mãe, o chefe ou até a melhor amiga pegaram ranço da sua psicóloga. E, sinceramente, dá até pra entender o motivo.


Se você foi ensinada ou passou anos dizendo sim mesmo querendo dizer não, colocando todo mundo na sua frente e medindo o seu valor por quão útil e solícita era para os outros, algumas das suas relações provavelmente se mantém vivas justamente em torno dessa versão tão boazinha sua.


E aí, quando você aprende a colocar limites, reconhecer o seu próprio valor e que não precisa se atropelar toda ou se anular pra agradar todo mundo o tempo inteiro... algumas pessoas podem não gostar muito dessa sua nova versão. 😬

Como é fazer terapia? Camila Zielasko é Psicóloga e atende mulheres em Curitiba/PR, com abordagem da Psicologia Analítica Junguiana. Ansiedade, dependencia emocional, autoestima e autoconhecimento.

E se isso te preocupa, é válido se perguntar: se uma relação só funciona enquanto você se abandona, será que ela tá funcionando mesmo?


A terapia não acaba com relações saudáveis nem tem a pretensão de mexer diretamente nas suas relações por ser focada em você, mas, sim, naturalmente, ao te fortalecer, pode bagunçar relações que só funcionavam porque você segurava tudo ocupando o lugar de quem engolia o que quer que fosse.




4. Você pode descobrir que aquilo que sempre viu como uma qualidade sua foi uma forma de sobreviver.


"Eu sou muito forte."

Será que é só isso? Ou você aprendeu cedo demais que não podia contar com ser cuidada?


"Eu resolvo tudo sozinha."

E quando você foi convencida de que pedir ajuda te torna fraca?


Muita gente chega na terapia orgulhosa de aguentar tudo, só que, às vezes, essa força não nasceu por escolha, e sim como como uma forma de sobrevivência.


Essas habilidades podem ter levado você muito longe, talvez tenham até te ajudado a construir sua carreira, sua independência, sua capacidade de resolver problemas... Mas também podem cobrar um preço alto, como uma possível dificuldade para confiar, receber cuidado, descansar, ser flexível, deixar alguém entrar na sua vida, etc.


Nem tudo aquilo que nos fez sobreviver continua nos ajudando a longo prazo.




5. Você pode perceber que nem tudo o que chamava de amor era amor. (Essa costuma doer).


Às vezes, o que parecia amor era uma esperança inconsciente de finalmente receber, através do outro, algo que falta há muito tempo (inclusive mais do que a própria existência do relacionamento).


Na Psicologia Analítica existe um conceito chamado projeção, que, traduzindo para a vida real, é quando você enxerga no outro muito mais aspectos de si mesma, (como medos, desejos, e características negadas) do que... ele! Como ele realmente é.



É por isso que algumas pessoas entram em relacionamentos carregando expectativas enormes de perfeição, e, mesmo sem perceber, de que o parceiro cure ou provenha algo, como salvar uma autoestima que nunca sequer foi construída, preencha um vazio antigo ou finalmente ofereça um amor que faltou lá atrás.


Quanto menos a gente se conhece, maior a chance de procurar no outro aquilo que ainda não encontrou dentro de si. E é aí que muitos relacionamentos deixam de ser uma escolha e uma construção a dois e passam a ser uma necessidade (o que traz, é claro, muitos conflitos e frustrações).




6. Você pode se incomodar em alguns momentos, mas é um incômodo que costuma valer a pena.


A terapia é um caminho cheio de descobertas, e é comum que, em algumas sessões, a mente fique um pouco bagunçada e com questionamentos, tipo "como eu nunca percebi isso antes?", "será que eu faço mesmo isso?". Mas essa confusão é um sinal positivo: significa que você está começando a enxergar aspectos da sua vida que sempre estiveram presentes e influenciando a sua vida, mas que, até então, passavam despercebidos ou já eram automáticos.


Jung já dizia:


"Até que você torne o seu inconsciente consciente, ele irá dirigir a sua vida e você vai chamar isso de destino."

Eu amo essa frase e acho que ela explica muito em poucas palavras, porque é muito difícil mudar um caminho quando você nem sabe que está andando por ele.


A terapia e o autoconhecimento sempre valem a pena, porque existe uma diferença enorme entre sofrer porque você está presa no mesmo lugar e se incomodar porque finalmente começou a enxergar a realidade e a saída.




7. Você vai aprender a parar de lutar contra suas emoções e começar a entender as causas.


Muita gente passa anos tentando apagar emoções ou mudar o comportamento na base da força, colecionando frustrações e sem entender a base que sustenta aquele comportamento. Vai lá, troca de relacionamento, de emprego, de cidade, faz promessas para si mesma, tenta ignorar o que incomoda... mas parece que tudo continua voltando, doendo de novo ou até se repetindo como um filme.


E não é por falta de tentar, se esforçar, etc., mas simplesmente porque aquilo que permanece inconsciente continua orientando suas escolhas por trás das cortinas. Isso vai aparecendo nas suas relações, no trabalho, na forma como você se trata e até naquilo que acredita merecer, colocando um teto invisível sobre a própria cabeça, como se uma voz dissesse baixinho: "até aqui eu mereço. Mais do que isso já é demais pra mim."


A terapia, especialmente pela perspectiva da Psicologia Analítica, convida a um tipo de autoconhecimento que vai muito além de só aliviar os sintomas. Ela ajuda você a construir uma relação mais consciente consigo mesma e, consequentemente, com as outras pessoas.


Talvez esse seja um dos maiores presentes da terapia, que não tem a pretensão de mudar quem você, mas abrir espaço para que você descubra quem sempre esteve aí, por baixo de tantos medos, papéis, expectativas alheias e mecanismos de sobrevivência.


Se você chegou até aqui e percebeu que várias dessas coisas bateram diferente aí dentro... talvez esse já seja o seu começo.


Camila Zielasko é Psicóloga clínica em Curitiba/PR e atende mulheres com abordagem Analítica Junguiana questões como ansiedade, dependência emocional, baixa autoestima, procrastinação. Av Sete de Setembro Centro/Batel.

Meu nome é Camila Zielasko, sou Psicóloga Clínica com abordagem Analítica (junguiana) e acompanho a jornada de mulheres que desejam compreender seus padrões emocionais, fortalecer a autoestima, pararem de se sabotar e/ou procrastinar, desenvolver sua autenticidade e construir relações mais conscientes. Atendo online em qualquer lugar do mundo e presencialmente em Curitiba/PR, na região central. Quem sabe essa seja a abordagem que te faça resgatar a si mesma!





 
 
 

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